domingo, 16 de novembro de 2008

Gerações de Ensino a Distância

Vários autores consideram que existe uma (co)relação entre as diferentes etapas do ensino a distância e os progressos ao nível das tecnologias. Embora não haja consensualidade quanto às fases por que passou esta modalidade de ensino, Dr.ª Alda Pereira (professora da unidade curricular; Educação Aberta e a Distânca, na Universidade Aberta) subdivide-o em cinco gerações. A 1ª geração corresponde ao ensino por correspondência; a 2ª surge com o aparecimento da televisão, que, bem como a rádio, transmitiu programas educativos; a 3ª teve início nos finais da década de 60 do séc. XX, com o aparecimento das universidades abertas, a 4ª surge, vinte anos após a anterior, com o aparecimentos das teleconferências e a 5ª, a actual, desenvolve-se com o aparecimento do ensino online.

Moran no texto «O que é a educação a distância», apresenta uma visão futurista quando menciona o caminho que a Internet está a percorrer para se tornar audiovisual, dando-nos a conhecer as tecnologias streaming: esta inovação permite ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários.

Estará Moran a apresentar uma 6ª geração de ensino a distancia, com base nas tecnologias streaming?

O que acham?

Distância Transaccional

O termo educação a distância cobre um amplo espectro de diversas formas de estudo e estratégias educativas, que têm em comum o facto de não se realizarem mediante a tradicional contiguidade física de professores e alunos em locais especiais para fins educativos; esta nova forma educativa inclui todos os métodos de ensino em que, devido à separação existente entre estudantes e professores, as fases interactiva e pró-activa são conduzidas mediante a palavra impressa e/ou elementos mecânicos e electrónicos (Amengol ,1982, p.56), ou seja, assim estamos perante um processo de ensino - aprendizagem mediado por tecnologias, onde professores e alunos não estão fisicamente presentes o que não os impede de estarem ao mesmo tempo interligados pelas tecnologias ( Moran, 2002, p.1). Várias são as controvérsias citadas por diversos autores sobre este método de ensino, criando um mito em redor da distância entre os alunos e os professores/ tutores. Assim surge a teoria da distância transaccional, esta teoria assenta na correlação de três factores; diálogo, estrutura e autonomia do aluno.
Segundo Moore, a teoria da distância transaccional serviu como ferramenta que pode ser usada para descrever cursos de educação a distância e programas para localizar alguém em relação a outro, no universo desses eventos. Ao mesmo tempo fornece um enquadramento em que investigadores podem localizar numerosas variáveis de estrutura, diálogo e autonomia dos alunos, e depois colocar questões sobre as relações entre essas variáveis. (Moore & Karseley, 1996, p.211). Saba e Shearer(1994) testaram o conceito de distância transaccional criando um modelo dinâmico em que a distancia transaccional aumentava com os aumentos de diálogo, e diminuía com os aumentos de estrutura.
Assim podemos concluir que a distância transaccional é directamente proporcional ao diálogo e inversamente proporcional à estrutura.
Referências bibliográficas
Pereira, E.W. (2003, Julho/Dezembro) Educação a distância: concepção e desenvolvimento. Linhas Criticas. Acedido em 13/11/2008 em:http://www.fe.unb.br/linhascriticas/artigos/n17.html

Moran, José Manuel (2005). O que é educação a distancia. Acedido no dia 10/11/2008 em:http://umbu.ied.dcc.ufmg.br/moodle/file.php/117/Nivel_0/Conteudo/O_que_educao_a_distancia.pdf
Moran, José Manuel. Textos sobre Educação a distância e semi - presencial. Acedido no dia 13/11/2008 em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm Teorias de Ensino a distância. Acedido em 16/11/2008 em: http://www.prof2000.pt/users/ajlopes/af22_ead/plano3.htm
Wallace, Raven M. (2003). Aprendizagem online na educação superior: uma revisão da Investigação sobre as interacções entre professores e estudantes. Acedido em 10/10/2007 em:http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/mod/resource/view.php?id=75878

sábado, 15 de novembro de 2008

Papéis e competências do professor online

Através da visualização destes slides ficarão mais esclarecidos sobre a importância/influência do tutor na aprendizagem a distância.

Parabéns aos autores destes slides.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O novo papel do professor

Com o aparecimento do ensino/aprendizagem virtual, o professor “muda” de papel, logo terá de ser preparado e sensibilizado para este tipo de ensino. O professor deixa de ser apenas um transmissor de conhecimentos e passa a ser um colaborador porque actua como mediador, como supervisor e animador, no sentido de incentivar e apoiar todo o processo de aprendizagem do aluno. Salmon (2000) efectuou um estudo entre estudantes e professores durante dois anos e concluiu que as funções dos professores vão alterando à medida que decorre o curso, distinguindo assim cinco estádios ou níveis: Acesso e Motivação - é neste estádio que o professor conquista os alunos através do ensino da utilização da plataforma, assim poderá realizar um módulo de ambientação online, onde os alunos passa a conhecer a sala virtual, aprendem a interagir com os colegas e com os professores através dos fóruns. Socialização - neste estádio um dos pré – requisitos é a empatia que é fundamental para o conhecimento interpessoal. Partilha de Informação - neste estádio o professor passa a ser orientador, visto ser neste momento que os matérias a utilizar são disponibilizados aos alunos. Muitas são as vezes que os alunos, não sabem como iniciar o seu estudo, apesar dos alunos que frequentam cursos a distância na sua maioria já são autónomos. Construção do conhecimento - o professor tem um papel fundamental neste estádio para que não se caía na monotonia. O professor incentiva e encoraja os alunos a participar, interagindo uns como os outros na discussão das matérias em estudo. Desenvolvimento - neste estádio os estudantes são responsáveis pela sua aprendizagem, segundo Salmon é neste estádio que melhor se expressa o paradigma construtivista. Assim sendo, o professor na modalidade virtual, quando comparado ao professor do ensino presencial, adquire novas funções. Os professores virtuais podem e devem marcar presença nas discussões a distância, facilitar o diálogo, transmitir instruções directas e fornecer sempre feedback aos alunos «A educação a distancia de modo geral refere-se geralmente, “ao oferecimento de recursos para a aprendizagem de alunos ‘remotos’ e envolvem tanto o ensino a distância (o papel do professor no processo) quanto a aprendizagem a distância (o papel do estudante).» Palloff e Pratt (2002:27)

Referências bibliográficas:

Morgado Lina.(2001). “O papel do professor em contextos de ensino online: Problemas e virtualidades”, Discursos, III Série, nº especial, pp.125-138, Universidade Aberta. Wallace, Raven M. (2003). Aprendizagem online na educação superior: uma revisão da Investigação sobre as interacções entre professores e estudantes. Acedido em 10/10/2007 em: http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/mod/resource/view.php?id=75878